Assessor de Famosos fala sobre sua carreira

Jornal dos Famosos

 

Bem humorado, crítico e antenado, Roberto Rodrigues é um experiente jornalista que comanda a agência Talentmix Comunicação que atende nomes do show business.
 
Como começou a carreira?
Minha paixão pelo jornalismo começou na infância, enquanto as crianças adoravam as estórias em quadrinhos, eu adorava levar as colunas sociais da época. Isso me chamava muito a atenção, o “life style” dessas pessoas, eu era um garotinho classe média C que não tinha muitos acessos.
Estudei Matemática, mas a paixão pelo Jornalismo falou mais alto e comecei a escrever para o jornal do meu bairro, depois revistas, jornais e trabalhei por 15 anos na Folha de S.Paulo, o maior jornal do país, que abriu um leque enorme ao meu conhecimento, além de me dar a oportunidade de estudar até no exterior. A Folha me formou para o mercado.
E como aconteceu de você se transformar em assessor?
Em 2005, quando me desliguei da Folha, recebi um convite da Fabiana Kerlakhian para integrar o time de assessores da agência Officecomm, especializada em moda e celebridades. Tive o prazer de atender grandes nomes da moda e da teledramaturgia brasileira, depois trabalhei com Marcus Buaiz na Agência Real Important Person onde atendi Wanessa Camargo por quase 7 anos, Exaltasamba entre outros e decidi dar um salto na carreira ao abrir a agência Talentmix há quase 10 anos,que graças a Deus e muita ralação da nossa equipe, se mantém no mercado, onde a maioria fecharam.
 
Li que você foi o primeiro blogueiro. Como foi isso?
Descobri por acaso. Marcos Morrone tinha um site chamado Balada Total, que era um sucesso e eu tinha um blog, onde falava sobre noite, famosos e entretenimento, isso foi há muitos anos, numa época onde a internet dava seus primeiros passos
É complicado trabalhar com famosos?
Famosos antes de tudo são pessoas e tem ansiedade, sonham, estressam e muitas vezes são inseguros. Encaro como pessoas e depois como produtos. Eles tem liberdade, vejo assessores que engessam os assessorados com mida training e deixam robotizados que morrem de medo de jornalistas. Não é assim que a coisa funciona.
Qual o segredo em se tornar referência no seu trabalho?
O segredo é entender o mercado. Pelo fato de eu ter passagens por internet, mídia impressa e televisão, facilita muito as coisas. Não trato artistas com deslumbramento, eles são profissionais de entretenimento e cada um tem de saber o seu tamanho e o seu papel nesse mercado.
Não tenho como costume manipular jornalistas ou mentir para eles, nossa relação sempre foi clara: “eu preciso deles e eles precisam de mim” e até hoje tive poucos problemas com veículos.
Quais os problemas?
O que me irrita é quando artistas cancelam compromissos com a imprensa de última hora ou vice-versa. Existe todo um planejamento de ações. Jornalista/colunista com crises de estrelismo também me incomodam um pouco, relutam em dar uma nota as vezes exclusiva simplesmente para ter a sensação de exercer o poder, mas não entendem que o poder não é deles e sim do veículo que representa e que muitas vezes, de uma hora para outra deixa de existir. Acredito na palavra “parceria” e sempre dá certo. A relação deve ser amistosa e respeitosa.
Qual o melhor cliente para se trabalhar?
No artístico, aquele que sabe valorizar seu nome e sabe se relacionar bem com todo mundo. No empresarial, aquele que quer crescer e que juntos desenvolvemos um trabalho de excelência. Muitos cases!
E o pior?
No artístico aquele que quer aparecer a qualquer custo, sem ter o parâmetro do bom senso. Eu sempre digo que se tornar famosos é fácil, difícil é se manter no mercado. Já trabalhei com pessoas muito complicadas, mas felizmente foram minoria. Tive o prazer de trabalhar com pessoas incríveis.
E sua relação com os outros assessores, como é?
Alguns me enxergam como concorrente, mas a maioria me vê como parceiro. Mantenho uma relação muito boa com a maioria,os profissionais não é? Os amadores ou wannabe´s procuro me distanciar um pouco, porque adoram carregar bolsas de famosos, fazer fofoca e não produzem nada, não sei como conseguem se manter.
Com quem não trabalharia?
A minha agência tem como conceito ser um mix de talentos, por isso é Talentmix, nome batizado pelo jornalista Thiago Rocha, meu amigo pessoal há anos. Atendemos de todos os segmentos, sem nenhum tipo de preconceito. O mundo hoje é globalizado e igualitário.  Não trabalharia com nada que fosse ilegal, por exemplo, que envolvesse prostuição e drogas, coisas que alguns amigos de profissão aceitam fazer. Infelizmente existem alguns que levam mais jeito para cafetão e traficante que para jornalista, eu escolhi ir para a luz.
Existe muitas brigas de egos nesse meio?
Como em qualquer profissão existe não só briga de egos, mas concorrência e muitas vezes desleal.
O que você faz quando não está trabalhando?
Procuro estar sempre ao lado da minha família e dos meus amigos, seja em um restaurante, boteco, cozinhando em casa e na minha chácara que é próxima a São Paulo, mas sempre de olho no que está acontecendo.

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